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quarta-feira, setembro 08, 2010

Enquanto houver ar.

Estou no limite do desgaste psicológico. E porque não físico também? Toda a dor que pulsa dentro da gente reflete por fora.
Meus olhos, que feitos um geógrafo, mapearam e decoraram cada fração do teu corpo, estão cansados.
Meus ouvidos que gravaram cada sílaba por ti dita, estão doendo.
Minhas mãos, que durante tanto tempo tiveram as tuas como companhia, estão sangrando.
Meu coração, que batia em conjunto com o teu, perdeu o ritmo.
Eu queria poder começar de novo cada coisa por mim mal terminada, mas não existe mais vontade em mim.
Então, eu só queria pedir para ti, que me abrace uma última vez, porque enquanto houver ar, você será parte de mim, minha parte mais bonita.

Música: Avenged Sevenfold - So Far Away 
Sister Hazel - Beautiful Thing

segunda-feira, agosto 09, 2010

Sentimentos soltos.





O que eu senti hoje não foi nada parecido com o que eu vinha sentindo no decorrer dos últimos dias. Não teve nenhuma espécie de relação com o que cresce dentro de mim. Nenhum parentesco com o que se passa dentro da minha alma. Mas por alguma razão, que eu não sei o porquê e não quero saber afinal coisas com explicação, por mais absurda que possa vir a ser, me assustam. O mistério sempre me fascina. Então, eu senti uma espécie de dor, de nó na garganta. Uma saudade gostosa que me fez desejar entrar em uma máquina do tempo e voltar a alguns meses atrás. Mesmo depois de todas as coisas sujas e grotescas que me fizeram passar-ver-sentir-ouvir, eu desejei isso. Eu sei, soa meio ridículo, demais, pelo menos para mim, mas isso está impregnado em mim, eu só não sei o nome que se dá ao que eu senti. Na verdade, não tenho certeza de nada, mas chegou uma hora que me obriguei a me jogar no chão e fazer o que não tinha feito. Depois disso eu consegui perceber coisas ao redor de mim, que antes era insensível demais para perceber: o canto dos pássaros, o abrir e fechar da porta, o bater do martelo, o barulho do vento, o tic e tac do relógio. Assim não só descobri que me tornei extremamente sensível, assim como pude entender que o que senti hoje foi uma quase esperança. 

terça-feira, agosto 03, 2010

Só por esta noite.

--> Por meios errados um quadro vazio começara a ser pintado, embora totalmente inocentes ao meu ver. Os últimos raios de sol  penetraram a janela e eu reparei que me mantive aquecida. Eu estava completa demais para sentir frio. Todas aquelas palavras ditas faziam raízes em minha mente e formavam uma história que eu ansiava para protagonizar, mas o medo criava barreiras que me impediam de interpretar o papel que me foi confiado. Eu tinha medo de machucá-lo de novo e estava me injetando doses diárias de dor com isso.
Ele era a única droga que eu realmente tinha dependência.
Eu poderia ir embora nesse exato momento e isso não parecia ser má ideia. 
Junto com as lágrimas a chuva começou a cair, molhando ainda mais minha face. Então elas se uniram e formaram uma valsa. 
Durante todos os meses que ele se manteve ausente uma voz dentro de mim gritava por sua presença e eu me esforçava para silenciá - la, havia funcionado - até agora. Tentar manter esses gritos presos dentro de mim era como entrar em uma guerra derrotada. Não fazia sentido. Era forte demais e era tarde demais, ele já vivia dentro de mim e eu me recusava a matá-lo novamente, não tinha forças e não desejava isso.
-Feche os olhos e me beije.
Foram as únicas palavras que, meio atropeladas, saíram pela minha garganta. E embora poucas, já eram suficientes, pelo menos por essa noite.
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segunda-feira, julho 26, 2010

Faz muito mais sentido...agora.

O meu coração batia totalmente desordenado, meu cérebro não obedecia mais comandos, havia entrado em turbulência, uma turbulência humana, pronta para despencar. Eu era como um quadro em que ninguém nunca quis pintar -vazio. Sentia-me meio traída, porque em muito tempo simplesmente deixei meu coração falar por mim. Não precisaram de palavras, meus olhos falaram tudo. Não havia mais como mudar o rumo que as coisas haviam tomado, agora era só seguir e ver onde iria dar. Eu não me importava se fosse dar em um buraco escuro ou em areia movediça e que isso fosse me sugar para um lugar do qual eu não iria mais sair, agora eu sabia que o amor não era uma mentira.
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sexta-feira, julho 09, 2010

Se feridas tivessem cura não se chamariam feridas.

Eu chamaria de surreal se não fosse tão... triste. Não importa o quanto eu o amasse, as feridas que isso me causou eram grandes demais e sinceramente, acho que se elas tivessem cura não se chamariam feridas. Seria mais uma dor que eu teria que enfrentar e eu já a via a muito tempo, era como se fosse uma montanha que estava longe demais, mas era bem grande para que eu a avistasse. E agora cheguei a ela. Não entendo porque tenho que passar por isso de novo, talvez eu devesse partir para outra vida. E sim, eu sei que nenhuma vida é totalmente pura, todas elas são um pouco sujas. Os erros ou pecados, como queira chamar, fazem parte desde que o homem foi criado, um ser feito para ser perfeito, saiu tão... Errado? Todos os erros estão impregnados em nossa pele como se fossem sanguessugas e, aos poucos, sugam as gotas da vida, da nossa vida. E isso é saber que vai haver dor até o último dia que respirarmos.
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